
A necessidade em organizar e controlar as operações do mercado cafeeiro diante da crise gerada pelo substancial aumento da oferta sobre a demanda emergida no início do século XX, levou à criação de instituições reguladoras de preços que culminou na abertura da Bolsa Oficial de Café.
Inaugurada oficialmente em 1922, a construção do suntuoso edifício fazia parte do ambicioso plano de obras engendrado pelo Governo do Estado de São Paulo como parte das comemorações do Centenário da Independência do Brasil. Projeto e construção ficou a cargo da Companhia Construtora de Santos, destacada empresa da região criada pelo próspero engenheiro Roberto Cochrane Simonsen, responsável pelas principais obras civis da Baixada Santista.
Arquitetura concebida segundo o repertório estético do ecletismo vigente nos grandes edifícios institucionais do período, a representação visual observada nas imagens externas identificam esses atributos formais expressivos dignos de palacete. Colunas com capitéis coríntios, guirlandas de café, volutas, frontões e os imponentes elementos escultóricos junto a torre e a cúpula na entrada confirmam a inspiração barroca que norteou seu princípio arquitetônico.
No interior, a sala do antigo pregão, reconhecidamente o ambiente com maior expressão decorativa, também merece atenção. Local amplo marcado pela configuração octogonal do plenário central era o cenário propício para as transações dos negócios cafeeiros: setenta cadeiras entalhadas posicionavam solenemente os antigos corretores, pé-direito duplo e ligação para as galerias superiores aguçam o imaginário do visitante acerca do dinâmico cotidiano da Bolsa. Vale observar as obras do pintor Benedicto Calixto, presentes em três grandes telas retratando momentos históricos da cidade de Santos, e no luminoso vitral no teto com tema alusivo às riquezas produzidas no Estado.
Bolsa Oficial de Café
Rua Quinze de Novembro, no 95 - Centro
Ano de construção: 1922
Característica arquitetônica: Eclético


Não me ajudo em nada
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